quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

SED e eu

Olá, nostálgicos!!
Voltei!!
E desta vez demorei menos do que eu mesma pensava, rs.
Bom, passei por aqui hoje pra contar uma história que me acompanhou pela vida toda! Na verdade, não sei afirmar exatamente quando começou, só sei que está comigo desde sempre e que hoje eu consegui descobrir o porquê.
Com vocês, a história da mulher elástica!!



Tan, tan, tan, tan tan (musiquinha do Missão Impossível, perceberam, né? :D)
Kkkkk... mas não, não é essa aí não, rs...

Bom, desde pequena eu era chamada de mulher elástica! Simplemente pelo fato de que minha pele estica... Ah, é difícil de visualizar, né? É algo assim, ó:


Pra quem não entendeu a foto, segue legenda: meu braço e eu puxando a pele do cotovelo.
Quem me conhece pessoalmente, com certeza já me viu fazendo isso para atender "a pedidos", mas pra mim acabou se tornando uma coisa muito natural, já que não sinto dor e nenhum desconforto ao fazer isso.
O mesmo sempre aconteceu em relação aos alongamentos: "Você já fez balé?", pergunta clássica, devido à hipermobilidade que muitas vezes assustou algumas pessoas: "Como você consegue fazer isso?", é simples, eu dizia.
Também sou conhecida pelos "acidentes", daquelas que caem só de estarem em pé, sabem?? Bem isso! Já chegaram a me dizer que caía muito por conta do tamanho do meu pé (n° 34), já que ele, por ser pequeno demais, não dava conta de segurar o meu corpo e, por isso, estava eu lá plantada no chão. Mas com o passar do tempo, acabei percebendo que eu caía por causa dos tornozelos, ou seja, sempre torcia os tornozelos: no vôlei, na dança, andando na rua, ao pisar num buraco (foi assim que rompi um tendão!).
Nas consultas os médicos sempre diziam: "Você tem as articulações frouxas". Ah, tá, essa é mais fácil, tipo contorcionista.



Bom, não sei dizer a vocês se todo mundo que é contorcionista é como eu, mas sei que consigo fazer muitas dessas posições sem esforço, por isso a hipermobilidade. Claro que, ao longo do tempo, a gente vai perdendo a flexibilidade, mas eu ainda consigo fazer movimentos de quando era criança.
E não é muito difícil de perceber! Ao apertar a minha mão já dá pra notar! Em uma palavra: mole! Na verdade sou mais frágil, tanto em pele quando em articulações, tenho mais elasticidade e facilidade pra fazer movimentos que nem todo mundo consegue mais na minha idade.

Pra encurtar a história, voltei pra academia há dois meses e há mais ou menos uns 15 dias, tenho sentido muitas dores nos joelhos e nos tornozelos, chego a não conseguir andar de dor, como se um prego entrasse no meu calcanhar cada vez que piso no chão. Por isso marquei uma consulta e fui ao médico. Em dois médicos, rs.


Médico 1. Meu problema é na parte de trás das pernas, ele descobriu que tenho algo parecido com um encurtamento muscular, pois isso a cava do meu pé é acentuada. Disse que quando faço exercícios esse músculo se extende demais, e é isso que causa dor. Também descobriu um desgaste no joelho. Academia (leia-se musculação), nunca mais! Só natação e exercícios sem impacto. Passou fisioterapia e zás!

Essa consulta foi ontem. Aí fiquei pensando, encafifada com umas coisas e pensei: "Mas será que essas coisas não são uma só?". E, por isso marquei outra consulta hoje.

Médico 2. Também falou desse problema na parte posterior das pernas, disse que não posso usar rasteirinha (e eu quase chorei!!!!). Posso voltar aos exercícios, mas moderadamente. Na verdade, trata-se de um problema isolado. Mas o mais interessante foi que eu andei pesquisando uma coisa que eu acho que tenho faz tempo já... e não é que na hora que o médico colocou a mão em mim ele solta: "Ah, você tem ELEHRS-DANLOS!"

Sim, aí eu quase pulei da maca!!

Há muito tempo ando de namoro com o blog http://sindromedeehlersdanlos.blogspot.com.br/, feito pela Raquel, paciente dessa síndrome e que teve essa brilhante ideia de criar o blog pra ajudar pessoas (como eu!) a conhecerem essa patologia, a fim de mostrá-la e criar debates sobre a "ìntima" SED!

Hoje o médico confirmou minhas suspeitas!
Eu precisava de um exame genético pra confirmar e saber em qual tipo eu me encaixo, mas isso ainda leva um tempo pra eu conseguir, mas vou atrás, com certeza!
Mas, pelo que andei lendo, pesquisando, xeretando, a SED apresenta vários graus, bem como muitos sintomas e o que eu tenho é um pouco tranquilo. Apesar dos "acidentes" frequentes, estou sabendo lidar bem com ela desde sempre...

Pra explicar o que é a SED, vou emprestar umas palavras do blog, pois ainda estou no início da caminhada pra conhecer minha companheira.



Sindrome de Ehlers-Danlos (SED). Doença genética hereditária do tecido conjuntivo. CID 10 Q79.6 (classificação internacional de doenças)

A SED é considerada uma doença rara. Estatísticas internacionais apontam uma incidência de 1 afetado para 5000 pessoas ; porém, vários especialistas acreditam que o número de afetados é muito maior devido à dificuldade diagnóstica.

Suas duas características principais 
são:




  • hipermobilidade articular* (não precisa ser em todas as articulações)
  • elasticidade da pele (pode ser em alguns pontos do corpo e varia muito, pode ser leve (pouco elástica) ou acentuada (muito elástica). 


 Acompanhadas de:
  • dores articulares crônicas (queixas de mais de três meses)
  •  comprometimentos variáveis de órgãos internos de acordo com o tipo da SED


Mas, obviamente, não é só isso!
Pra quem se interessar, pode acessar o blog que é muito legal e tem várias informações!!!
Também tem várias comunidades no facebook e algumas coisas na internet.

É muito legal a iniciativa de algumas pessoas em mostrar a SED, já que muitos médicos não a conhecem (ou não reconhecem), e muita gente segue sem saber o que tem, só sofrendo com os sintomas. É importante saber para poder aprender a lidar com o próprio corpo, reconhecer os sinais e viver de acordo com as nossas possibilidades, cada um com a sua e se adequando para poder viver melhor, sempre!!

Ah, gente, é isso...
Como disse, estou me conhecendo outra vez, aprendendo e compartilhando informações, revendo todas as crises que tive (de estômago, de tendinites...) e tentando buscar respostas, já que o caminho é outra a partir de agora.
Espero aprender mais sobre a SED e, quem sabe, também poder ajudar alguém!!

Beijos e até a próxima!!!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Já faz muito tempo...

Pois é, faz muuuito tempo mesmo!!
Apesar da correria desse ano, sei que não tenho desculpas pra não ter aparecido por aqui mais vezes... de qualquer forma, minhas desculpas ficam registradas!!!!
Foram tantos acontecimentos, tantas (e grandes!) mudanças em minha vida que não sei nem por onde começar a "nostalgear", hehehe.
E praticamente 1 ano inteiro sem o meu querido!
Mas acho mesmo que a culpa é do facebook, rs. Vou postando tudo o que encontro por lá e sempre falo: "vou escrever algo sobre isso no Nostalgico.com!", mas fico só no vou mesmo...
É, preciso pensar e fazer uma grande retrospectiva, o que será ótimo, até por conta dessa época em que voltei a dar o ar da minha graça por aqui!
Incrível essa coisa do tempo, né?!!
Poxa, já é natal!!!! (praticamente, rs...)
Esse 2012 foi um ano maratonista!! Tudo passou num piscar de olhos!!!! Pra vocês terem uma ideia minha vida mudou da água pro vinho, pra vodka, pra caipirinha (como quiserem)!!! Mas vou me ater aos acontecimentos de forma separada, senão até eu fico maluca!!! Aos poucos eles vão vindo nostalgicamente, tá?!!

Bem, voltando à correria...
Alguém me diz como é que pode o tempo passar tão rápido?!!!
Eu acho que essas 24 horas já não são mais as mesmas... e logo a gente vai ter dar um jeito de aumentar esse tempo aí, igual aquele banco que funciona 30 horas! Ou então aumentar os dias do ano, não sei... alguém precisa fazer alguma coisaaaaa!!!

Digo isso justamente por conta de um fato nostálgico: o natal.
Na minha época, quando era pequena lá em Cachoeira Paulista (rs!), nosso costume em casa, meu e de mamis, era montar nossa árvore no dia 1 de dezembro. Todo ano era o mesmo ritual: pegar aquela caixinha de sapato que ficava escondidinha no guarda-roupas (embutido, que era o modelo lá da minha antiga casa), pegar aquelas pecinhas soltas da árvore. O tronco da árvore era de madeira e os galhos eram mais finos, cheios de um papelzinho brilhante verdão! E as bolinhas coloridas... todo ano aparecia uma quebrada, rs.
Acho que era algo mais ou menos assim, só que com mais galhos, com os pés de plástico (sem vaso) e menos enfeites, rs:


Era um momento divertido colocar a mocinha num lugar todo reservado pra ela! E desmontá-la ao final, bem, na verdade, no começo de janeiro, dia 6 (dia de Reis), era uma tarefa triste, porém, prazerosa, afinal, era mais um ciclo que se findava, né.
Bom, este ano tenho ficado surpresa com a velocidade com que as árvores de natal estão aparecendo por aí!! E o povo me diz que o dia de montar a árvore é 1 de novembro!!!! Ai, ai... será??
De qualquer forma, o natal vai tomando outros significados na vida da gente e a comemoração também muda com o tempo, pelo menos pra mim...
Mas o que me deixou mais assustada mesmo foi a velocidade!! Já não basta o tempo correr sozinho, parece que a gente dá uma forcinha pra ele acabar mais rápido!! Eu não queeeeeeeeeero, snif!!!
Esse imediatismo das coisas não deixa espaço para as surpresas, não deixa a gente "deixar a vida nos levar...", sinto como se as coisas estivesse chegando mais rápido como passar do tempo. Como quando eu era mais nova: quando era mais nova parece que os aniversários demoravam tanto pra chegar e hoje eles teimam em aparecer de repente, quando eu nem tinha me acostumado com a ideia da nova idade. Da mesma forma as festas: nem bem passou o ano novo, já vem o carnaval, páscoa, festas juninas e natal!! E nem parece que há intervalos de meses entre eles... kkkkkk!!!
Por isso é que a gente passa um ano sem falar com aquele amigo que está longe, sem visitar aquele parque, sem ver o entardecer e o vermelho-alaranjado no azul do céu, sem tomar um sorvete e sair pra falar bobeira com os amigos, sem postar coisas legais no blog... e por aí vai!

O tempo passa... o tempo voa...
E qundo a gente vê... já foi!
O segredo é aprender a ir com ele!
Alguém me ensina?!!! rs...

"tempo, tempo, tempo, mano velho...
vai, vai, vai, vai...
fique comigo, seja legal..."







terça-feira, 11 de outubro de 2011

Diretamente da TV Cultura - Rá-Tim-Bum

Oi, oi, oi! 
Pra variar, faz muito tempo que não apareço por aqui! Muitas coisas acontecendo e aí a gente vai deixando algumas coisas, mas... sempre estou de olho, rs.
Aproveitando a onda "cartoonística" do facebook - que está pra lá de divertida, por sinal - hoje passo por aqui pra falar sobre uma coisa tão forte da minha infância, que dura até os dias de hoje: a TV Cultura!
Claro que depois de um tempo tudo muda, a repaginação do canal e a nova "cara" da programação infantil não é tão significativa quanto foi na minha época, mas, ainda é relevante, pelo menos na minha opinião, pois é uma forma diferente de entretenimento infantil que a gente encontra em outros canais da vida.
Esses dias estava em um almoço de domingo na casa da minha avó e meu tio disse: "a Daira, saía correndo quando dava 7 da noite pra ir ver o castelo". Juro que me impressionei muito com essa frase. Lembro-me bem dessa época, mas não achei que tinha sido tão marcante, também, para as pessoas que estavam à minha volta. Mas sei que pra mim e para meus primos, a TV Cultura foi um grande marco!

Bom, vamos pela ordem cronológica da minha cabeça... heheheheh!

O primeiro programa que me vem à cabeça daquela época é esse aqui:

Rá-Tim-Bum

Claro que dentro desse programa existiam vários atores que a gente não esquece! Quem não lembra do "Senta, que lá vem história" - com o garotinho mordendo a maçã e as melhores histórias; da Ssssssssssssilvia - a cobra que vivia enchendo a paciência do Euclides; a fada Dalila; o Máscara - detetive meio atrapalhado; a Família Teodoro - sempre com um número de circo diferente e convidando a gente pra fazer os movimentos em casa; aquele pinguim doido tocando piano; a Nina - menina que sempre aparecia fazendo brincadeiras no quarto... e essa atriz deve ter se divertido naquele cenário; o Jornal da Criança com o apresentador Arinelson, a repórter Darlene e o cameraman Zé; a Esfinge com os vários enigmas; o professor Miguilim fazendo sempre testes com os personagens; os Contadores de Histórias que faziam maravilhas com as caixinhas de fósforo; o Dr. Barbatana e as Sereias de Água Doce... ufa!! E dá-lhe personagens...

Mas, claro que existem aqueles que são nossos queridos, né?! Mesmo sendo suspeita, listo aqui meus dois queridíssimos desse programa:

Professor Tibúrcioooo
Um clássico, não?!

E, por último, mas não menos importante:

Os Porquinhos limpinhoss.... rs
Demais, né! :)

Poxa, vida... quando comecei este post, pensei em falar de tooodos os programas da Cultura de uma só vez, mas acho que não vai dar!!! Tem tanta coisa, né!!!
Bom, logo eu volto com outro programa... 
Preparem suas máscaras e pés de pato, porque vamos ao fundo do mar... rs...

Tchau, pessoal... um beijãozão!!!!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Trilha Sonora

Oi, genteeeeeeeemmm!!
Olha eu aqui trá veis!!!
E hoje foi um dia atípico, por isso vim aqui pra contar sobre as cantigas das nossas vidas!
Engraçado como a gente sempre tem alguma musiquinha que cantávamos quando criança, não é? Engraçado também é como sempre tem alguém que continua a música que a gente achou que fosse só nossa.
Hoje foi um dia assim: começava a cantar uma música e logo vinha alguém completando ou cantarolando junto, legal isso, não é?
Acabou que juntamos várias trilhas sonoras de cantigas de brincadeiras de criança e vou cantar, ops! Contar algumas que saíram da nossa listinha de pérolas!


Borboletinhaaaa
Nariz de pica-pau, pau, pau!!!! ahuhauhuahua....


A Dona Aranha
Clássico das cantigas de ninar... mas confesso que eu cantei muito quando passou no Doug, rs.


Atirei o Pau no Gato 
 E atire o primeiro pau no gato quem nunca cantou: Dona Chica-ca De Mirô-se-se!! ahauhahuauha!!


 Ciranda Cirandinha



Eu vou, eu vou... na versão ótema do Chaves!



Estava pensando nessas músicas e cada uma delas me remete a algum momento especial, nem que seja o de estar em casa com minha mãe, assistindo tv, sabe... ou com as amiguinhas, brincando, sem preocupações e coisas chatas pra pensar e resolver.
Da mesma forma, cada uma delas me leva a outros ícones não menos importantes como brincadeiras, programas que eu gostava de ver, filmes... é, bons tempos! hehehe...
Claro que, hoje, temos muito mais desenhos, seriados e afins, mas uma conversa que sempre tenho com os amigos é que nossa infância foi, realmente, maravilhosa!
Brincar na rua de pega-pega-frutafruta, jogar peão, esconde-esconde... hoje as crianças encontram nossos artefatos preciosos em museus, assim como as máquinas de escrever e telefones antigos.
É, eu sou saudosista mesmo... mas isso não me impede de me abrir ao novo!
Gosto de conhecer coisas novas, inclusive  as novas tecnologias, no entanto, não quero perder meu passado, esquecê-lo, o que inclui as pessoas, as brincadeiras, filmes, etc... tudo isso fez de mim o que sou hoje...

Como eu sempre digo: e eu sou só saudade... sempre!!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vamo dancá quadria?!!!

Nossa... faz tempo que estou tentando escrever aqui para as nossas memórias, rs... mas o tempo tá correndo de mim que vocês não imaginam!!!
Mas, como eu sempre apareço com alguma coisa nostálgica, não tem época mais melhor de boa do ano pra eu aparecer com as minhas doideiras!!!

É tempo de festaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaannnnça, meu povooooooo!!!!



Apesar de não gostar muito de frio, as festanças juninas, julinas e até agostinas - hehehe - me encantam!! É tudo muito bacana: o clima de festa, as músicas, as reuniões, as conversas, as brincadeiras, e, claro, as comiditas!
Fui criada numa cidade onde o padroeiro é Santo Antônio - santo esse que é muito ocupado devido aos pedidos das moças casadoiras do mundo inteiro... que deixam o coitado até carequinha de tanto que pedem!! -, por isso o mês de junho é bem significativo pra mim, pois é quando acontece a grande festa da cidade. Já contei qual a minha cidade?
Bom, se chama Cachoeira Paulista, fica no Vale do Paraíba e tem aproximadamente 35 mil habitantes. É bem charmosa, acolhedora... com aquele quê de cidade pequena... todo mundo se conhece, o point é na praça em frente à igreja... essas coisas... heheheh.
Fica aos pés da Serra da Mantiqueira (que lindo... ar de montanha!), chamamos de Caxu, Caxuera... Waterfalls Paulista... aaauhauha (essa é do Fernando!). Sempre quando vou pra lá, meu amigo Carlinhos me pergunta: "Vai pras Caxuera? E tem cachoeira mesmo lá??" Ahauhauha! Essa é a pergunta master!! E, respondendo: acho que ainda existem cachoeiras, não como antes... mas o nome foi dado pela grande quantidade de quedas d'água que tinha lá na época.
Olha ela aí, esse é o parque ecológico, pertinho da casa do meu pai!



Portanto, quando eu começar com aquela máxima: "quando eu era pequena, lá na minha cidade...", já saberão de onde virão os causos, rs, pois passei a infância toda lá.

Mas, voltando aos fatos juninos...
A Festa de Santo Antônio era a mais esperada de todas na minha época e acho que ainda é! Era um grande evento, trazia grandes shows e duas semanas de festa! Pra gente era uma beleza, sempre que saía do meu curso técnico passava lá pra comer um churros - hummmm! -, e no final de semana batia cartão! Uma belezura!

Só um parentese: curiosamente, vim morar numa cidade que tem o maior churro que eu já vi!! heheh... consegui manter a tradição e comer churro é sempre demais de bom!!! hehehe.


É, gente, mas esse será mais um post sobre comida!!! Eu juro que penso em outras coisas, mas comer é, sim, uma arte!!! hehehehehe!
Como morava em cidade pequena, me acostumei às festas juninas de famílias, de escolas, são muito comuns em Cachoeira. Eu ia em todas! E ia pra comer!! Coisa que não mudou muito daquele tempo pra cá, rs.
Na minha última ida pra casa, foi para a festa de aniversário da minha avó, que é dia 13 de junho e que, todo ano, ela faz uma festa junina! Olhem só o que teve por lá:

Quentão e Vinho Quente

Pinhão
Pipoca
Bolo
Mas a cena da noite foi eu sentada, com uma bacia de mandioca frita no colo!!! kkkk.. me acabei!!
Essas minhas idas pra casa são muito... como posso dizer... engordativas, sabem como é?! hehehe!
Mês que vem estarei lá outra vez, pra participar da festa junina do outro lado da minha família, festa que não pude ir ano passado. Pelo que andei especulando, parece que vai ter até o casamento! Estou ansiosa!

Mais do que tudo, essas festas, além de deliciosas, me levam de volta à minha infância, pra junto da minha família... Essas tradições são o nosso maior tesouro, são momentos como esses que guardamos em nossa memória pra sempre!
E viva a folk!!! hehe...

Inté proceis!!!


sexta-feira, 8 de abril de 2011

E que leitura, não?!

O que eu gostaria de compartilhar com vocês desta vez aconteceu na minha última ida pra minha cidade, mais precisamente, no carnaval.
Só para situar os queridos nostálgicos, atualmente moro em Bauru, mas minha família é de Cachoeira Paulista e, para ir para a terrinha, tenho que ir de Bauru para São Paulo - fazendo as devidas andanças de metrô, pois chego na Barra Funda e o meu outro ônibus sai do Tietê - e de São Paulo para Cachoeira Paulista... é, é mesmo uma viagem! Em bons dias levo umas 9 horas nesse percurso.
Enfim, como às vezes os horários da minha chegada e da saída dos ônibus não batem, tenho que gastar um pouco de tempo na rodoviária, e, pra isso ficar mais interessante, costumo sempre passar nas livrarias, pra dar aquela fuçada básica.
Tem dias que acho livros que tava procurando há tempos, como esse:

Muito bom, por sinal... um ótimo relato do Paulo Markun - que me deu até um autógrafo em uma palestra que deu aqui em Bauru.
Ou então me surpreendo com alguns livros que nunca pensaria em encontrar na rodô, como:




Super livro indicado pela profa. Maria Cristina Gobbi, em uma de suas disciplinas do mestrado, pela bagatela de R$ 20,00 (leia-se: fiiiiiiiiiinti reaaaaaissss, rs), em edição de bolso - que eu amo de paixão!!!

Mas, voltando à viagem em questão...
Daquela vez eu pensei em levar algo pra minha irmã ler - só pra constar, ela tem 11 anos. Quando era mais nova, comprava uns livros, tipo:


Rs... ah, gente, é legalzinho até... e pra estimular a leitura até que eu acho que foi válido, pelo menos pra mim, rs.
Na verdade, dei outro livro pra ela junto, o:



Lembro que, quando li esse livro, gostei tanto! Tem um quê de policial, um pouquinho de suspense, mas tudo na medida certa, nem demais, nem de menos! E minha irmã também gostou muito... todo dia vinha me falar que já tinha lido não sei quantas páginas, hehehe.
Na verdade, quando fui à livraria, pensei em comprar algo do tipo, pois tive a sorte de encontrar esses livros legais ao longo do meu percurso na escola e mesmo na biblioteca da minha vó.
Tive meus favoritos e os livros dos quais me lembro até hoje:


E por aí vai...
Mas tem até uma história engraçada... e farei um parêntese pra contar, rs.
Não lembro bem a minha idade, mas quando mais nova, minha avó resolveu incentivar a minha leitura me dando o famoso livreto abaixo:


Bom... eu li! rs... e devolvi o livro. Mal sabia eu que a minha avó estava esperando um comentário digno de um cronista de revista, porque, anos depois, ela me disse que nunca mais me deu outro livro pra ler porque eu só li o livro e não falei nada... rs... é que eu não sabia que tinha que fazer uma apresentação oral com os aspectos pscio-sociologico-filosóficos-sociais do livro em questão, né, minha gente... eu falei: "ah, legal! gostei"... e só... acredito que foi um trauma mesmo pra ela... rs.
Mas, ao contraário do que minha avó pensava, eu sempre gostei de ler... talvez não os livros que ela queria que eu lesse, mas... rs... aos poucos eu chego lá, rs.

A saga do livro pra minha mana estava iniciada! Eu acabei me perdendo por lá e tive que pedir ajuda pra uma moça da livraria, pois os livros que eu já tinha olhado não tinham me agradado muito não, sabe... Tipo: andei, andei... não achei nada nos lançamentos, nem no infanto-juvenil... então, tive que gritar um help mesmo.
Na verdade meu grito não obteve um bom resultado, a moça me levou aos mesmos lugares pelos quais eu já havia passado... ou seja, nada de novo... e nada do que eu estava procurando.
Fiquei bem decepcionada, na verdade... pois queria algo mais lúdico, ficção mesmo, que tivesse uma moral, algo assim, mas o que encontrei foram livros como:


Não sei, mas esse título não me apeteceu, como diz uma amiga... rs.
Ai, eu sei, vcs devem estar me achando uma velhota que não consegue entender que os tempos são outros, a juventude é outra e, blá, blá, blá... mas eu juro que senti falta de um Pedro Bandeira lá pra eu levar pra mana... acho que ela ia gostar mais, ia devanear mais e deixar essa coisa de namorados, brigas por popularidade e afins, pra quando realmente fosse a ora... ou não... rs.
Gostaria de encontrar mais Pedros Bandeiras na prateleiras, gostaria que os escritores que lemos não fossem tantos traduzidos... claro que existem fenômenos mundiais, literatura estrangeira de boa qualidade, mas também temos gente muito boa no Brasil, que está produzindo mas que não consegue publicar ou não tem seus livros com tanta visibilidade quantos os best-sellers pelo mundo afora.
E só pra finalizar, um livro que acho que toooooodo mundo deveria ler... mesmo!



Leitura obrigatória!!
Claro que também tenho meus estrangeiros favoritos, meus todos favoritos... mas esses são especiais... de verdade!
E você? Qual o livro que te marcou? Achou algum equivalente na literatura atual??
Quem sabe podemos ir trocando... boas dicas de livros são sempre boas!
Ah, e acabei não comprando nenhum livro pra minha irmã... mas ainda vou encontrar um destes:



Ah, e olha que bacana... todas as capas que postei aqui, foram das edições dos livros que eu li... saudade... opa... nostalgia!!